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Crítica: “La La Land”, por que todos estão falando tanto do musical favorito ao Oscar?

Nesse início de 2017 não tem se falado em outra coisa ligada a cinema, se não “La La Land”. Regado de prêmios, indicações, elogios e repercussão, o Teen Stars não poderia deixar de falar do filme do momento.

A premissa do filme já é de se apaixonar. Uma garota aspirante a atriz e um rapaz que quer salvar o jazz, vivendo um romance peculiar e em busca dos sonhos numa linda Los Angeles (na verdade, não tão real Los Angeles), tudo isso em forma de musical.

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Musical sempre foi um assunto complexo no cinema. Da mesma forma que nos remete a nomes clássicos como “Grease”, “Chicago”, “Mamma Mia”, “Moulin Rouge” ou “High School Musical”, também nos lembra aquela parte de pessoas com suas famigeradas frases: “não tem nada a ver, um filme onde todo mundo começa a cantar do nada”.

Tendo em vista a atual situação do cinema, os dois últimos musicais apostados por grandes estúdios, “Os Miseráveis” (2012) e “Into the Woods” (2014), apesar do grande elenco, quase passaram despercebidos pelo público. Estava difícil imaginar que um filme musical marcaria a década de 2010, colocando seu nome entre os clássicos citados lá no início, porém “La La Land” já conseguiu esse feito.

Se formos estudar um pouco da história do cinema, veremos uma febre de musicais criados logo quando o cinema ganhou voz nos anos 30. Cantar no filme, era uma forma de aproveitar a nova tecnologia.

Mas obviamente já se passaram quase 100 anos, como poderia alguém reinventar isso?

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“La La Land” homenageia seus antepassados ao trazer músicas de início apostando em coral, aquelas letras indicando as estações no centro da tela, as clássicas danças e ao mesmo tempo inova em pequenas ações.

Vimos um filme que aposta muito mais no instrumental do que na música por voz em si, mesmo que no meio do caminho ele esqueça que é um musical. Único problema visto foi esse, esperávamos mais das clássicas cenas cantadas e dançadas, como as do início. Fico pensando se ouve um medo de exagerar nelas e ter uma rejeição do público por “cantar e dançar demais”.

Outra inovação vem da cena final, onde Mia entra no bar de Sebastian, nesse momento o filme explica o sentido das cenas musicais. E para os mais desatentos, o sentido das cenas musicais era expressar pelas performances, o que se encontra na cabeça dos personagens.

Uma morte horrível para aquele que diz “que não tem sentido em cantar do nada”.

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Grande favorito do Oscar (ou seja, da academia e da crítica) e ainda sim, super querido pelo público, não é um feito fácil para um filme.

Alguns dizem que ele está no Oscar apenas por falar de Los Angeles, de cinema, de arte, falar do que é Hollywood. Pode até ser, mas o filme vai além disso. É um dos filmes mais bonitos de se ver, a fotografia que aposta em muitas cores, ainda com um tom néon muito chamativo, porém básico.

A câmera é utilizada de uma forma diferente, ela acompanha os movimentos físicos dos personagens de perto, tudo em plano sequência. Mas o ponto alto do uso desse plano com câmera, foram nas músicas, destacando aquela cena do garoto pulando na piscina, presente no trailer, ficou sensacional.

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A química de Ryan Gosling e Emma Stone é mágica. Ryan funciona com um ótimo alívio cômico, mas vale ressaltar que Emma reina no filme. O longa já dá um maior foco nela desde o início e podemos dizer que “La La Land” será o grande filme da carreira da jovem.

Emma será uma atriz mais grandiosa ainda e dona de muita admiração, escreve aí. (Destaque para a cena do teste onde ela canta com a câmera focada em seu rosto, não é para qualquer atriz não).

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Por fim, depois que saí da sala de cinema, queria cantar e dançar pelos corredores do shopping, de tão em êxtase que estava. Se você ainda não viu, corre que está em cartaz no Brasil e agora só nos resta esperarmos o Oscar, que com certeza terá cobertura pelo Teen Stars.

– Essa crítica reflete a visão do escritor, não tendo relação com toda a equipe do site.

Cinema #Destaque

Crítica: Assassin’s Creed

Assassin’s Creed uma grande e conhecida franquia de jogos de vídeo game, ganha vida no cinema. No filme conhecemos a história de Callum Lynch, um homem que foi condenado a morte e após supostamente ter sido declarado morto, ele é levado para um lugar chamado Fundação Abstergo, onde descobre que é descendente de uma sociedade secreta os chamados “Assassinos”, e por meio de uma tecnologia ultra moderna chamada Animus, ele acaba descobrindo ser o ancestral de Aguilar, um Assassino espanhol no século XV.

O objetivo dessa Fundação e encontrar a Maçã do Eden, que nada mais é do que uma relíquia antiga que contém o segredo do livre arbítrio da humanidade. E como Aguilar o ancestral de Callum, foi o último a ter conhecimento de onde esse artefato se encontrava, eles usam o Animus para tentar descobrir onde ele se encontra no ano em questão, 2016.

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Particularmente achei o filme um pouco confuso. Claro que vale ressaltar que nunca tive contato ou conhecimento com a franquia do jogo do qual o filme é baseado, mas apesar de ser uma adaptação, e não totalmente semelhante pelo que pesquisei, não consegui identificar bem o propósito do filme. Em muitas cenas fiquei confusa e com dificuldades para entender o enredo da história.

Mas uma coisa é clara, o filme tem ótimos feitos especiais. As cenas de ação, foram de tirar o fôlego, a interação do personagem principal com a máquina que vê o passado de seu ancestral, é muito realista, e as cenas de queda livre, os pulos de prédios em prédios e muito realista e de arrepiar.

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O que também ganhou pontos positivos foram os temos abordados como a violência, e o livre arbítrio. Ambos os temas são abordados durante todo o decorrer da história, e os questionamentos e respostas abordados nele me agradou bastante.

O filme em si pode ser considero bom. Em questão de efeitos especiais, ação, e cenas eletrizantes, o filme é nota 10, e por conta disso, vale a pena assistir, mas se o seu intuito é conhecer a fundo a história, entender o tema do filme, recomendo que leia antes sobre o que se trata a franquia do jogo Assassin’s Creed. Talvez com um conhecimento maior, ou até aderindo a se aventurar jogando, a impressão do filme seja mais positiva do qual eu tive.

“Assassin’s Creed” chega aos cinemas dia 12 de janeiro 2017.