Cinema

Crítica | “Power Rangers” – Em clima de nostalgia, nasce uma saga com potencial

Nós do TEEN STARS já mostramos 5 motivos para não perder “Power Rangers” no cinema, então agora vamos saber com detalhes, o que o filme nos apresenta. Lembrando que serão citados alguns acontecimentos da trama, mas sempre fugindo de grandes spoilers.

GO GO POWER RANGERS!

É inegável sair da sala de cinema sem essa música na cabeça e ao mesmo tempo, surpreendido pelo que esse filme apresenta. Fala sério, muita gente torceu o nariz quando ouviu falar de uma nova era dos “Power Rangers”, agora nas telonas.

Provando o contrário do que imaginaram, o filme dá uma nova cara, mantém a essência e entrega um início de franquia promissor.

Tendo em vista, diversas sagas em um futuro pós-apocalíptico que já se desgastaram, “Power Rangers” inicia seu legado de uma forma antes nunca pensada, com o pé no chão. Trazer um filme onde adolescentes arriscam sua vida, okay, mas ainda sim, eles são adolescentes e é nessa questão do ‘ser adolescente’ que o diretor do longa triunfa.

Na série de TV clássica dos anos 90, o grande momento do episódio era quando os rangers se preparavam para a batalha, ou seja, morfavam para seus uniformes. Aqui, isso cresce e dá significado ao ato de ‘morfar’, significado esse que está atrelado ao afeto, sinceridade e ligação dos cinco teens.

Sexualidade, relação com os pais, fotos vazadas, problemas de saúde na família e até um personagem autista. Isso, citando também, o que o incrível Alpha diz: “São diferentes, de cores diferentes”, se referindo a etnia. A diferença era necessária para os rangers existirem, logo temos um show de diversidade por parte do elenco.

O roteiro amarra bem o crescimento da relação dos amigos e consegue surpreender com um plot twist envolvendo um dos rangers perto do final, mas erra em não dar devido espaço aos rangers amarela e preto, que têm histórias tão interessantes, ou até mais, do que os outros.

Enchemos de elogios pelo aproveitamento de dramas adolescentes para apresentar os personagens, mas o filme não sabe dosar e a parte do perigo acaba ficando batida. O filme inova em colocar uma origem para os rangers e Rita Repulsa. Porém, acaba não explicando o porquê dessa revolta. Sabemos que ela ressurgiu querendo um cristal e ela roda o filme todo atrás desse cristal, sem outras motivações.

Para quem cresceu assistindo a série, o medo era inevitável. Em um meio cinematográfico onde uma receita certa de heróis domina (Marvel e DC), como trazer a essência de PR?. Uniformes coloridos, elementos lúdicos, frases de efeito, ou seja, aquele tom “brega” que fazia o diferencial.

Tudo isso está presente em cenas que emocionam ou no mínimo, arrepiam. “Hora de Morfar”, o Alpha com seu “Ai Ai Ai”, a caminhada clássica com a pose de super-herói e finalmente, a inevitável música, tudo se encaixado no momento certo.

Em questões técnicas, o filme não deixa a desejar. Cenas muito bem coreografadas, câmera sempre em movimento, cortes de cena incríveis e uma fotografia que valoriza o bom e velho colegial de cidadezinha. Destaque para o plano sequência, quando um deles foge da polícia no início do filme e lembrando das lindas cenas na água.

Elizabeth Banks faz uma Rita Repulsa sensacional, desde seu figurino até o grande toque de assombração presente na personagem. Mas como estamos falando de Rita, tem humor sim (reparem na cena da rosquinha), na verdade o filme é sempre bem-humorado, principalmente pelo ranger azul, que faz esse alivio cômico nas horas certas.

Acima de tudo, “Power Rangers” tem potencial de se transformar em uma nova febre. Deram o salto para uma grande franquia, que se juntar ao elenco teen ainda desconhecido e muito talentoso, pode render grandes histórias e fãs.

Para as continuações, que podem ser muitas, esperamos ver o que realmente aconteceu no passado de Rita e dos rangers e que isso traga motivação para o perigo. Mas claro, sem parar de se aprofundar na vida dos adolescentes, principalmente em Trini, a ranger amarela de Becky G, que nos deixou com um enorme gosto de quero mais. Resumindo, tem que saber igualar os dois lados.

 

A crítica reflete a visão do escritor em si, não tendo total relação com toda a equipe do portal.

Cinema #Hailee Steinfeld

Crítica | “Quase 18” – Hailee Steinfeld brilha em inteligente comédia

“Quase 18” (ou The Edge of Seventeen), é uma comédia adolescente protagonizada por Hailee Steinfeld. O filme tem chamado muita atenção por seus 94% de aprovação no Rotten Tomatoes e na indicação ao Globo de Ouro para Hailee, como melhor atriz em comédia.

O longa é apresentado como uma comédia, seguindo a vida de uma menina que descobre que seu irmão mais velho está namorando sua melhor amiga e a partir disso, ela entra na famigerada crise existencial.

Porém, isso acaba sendo uma forma errada do filme se apresentar, o que melhora muito a história. O drama é mais presente do que a comédia e o enredo, na verdade segue uma família que vive a 5 anos com problemas de se relacionar, causados pela morte de seu patriarca.

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O foco fica em Nadine, uma menina diferente desde criança e que tinha como ponto de equilíbrio, seu pai e sua amiga de infância. Ela se vê completamente perdida, ao se deparar que perdeu os dois.

Além de possuir uma carga dramática forte, um ponto que foge de outras comédias teens é o fato de que o roteiro não se poupa. Você começa achando que é uma coisa “sessão da tarde” e se depara com palavrões, falas pejorativas, cenas quentes e se “aproximando” do real de ser adolescente.

O roteiro transmite diálogos geniais e cultiva um humor que aparece sem pedir licença nas falas dos personagens, e isso o torna especial, pois a comédia do longa se encontra na ironia/ignorância de Nadine e nas sacadas geniais de seu professor.

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Por falar em Nadine, a garota é extremamente irônica, ao mesmo tempo é egoísta, tem baixa autoestima, ao mesmo tempo tem vícios de stalkear um menino, não se identifica com pessoal da sua idade e se sente velha. Tudo isso e ainda é aquela clássica adolescente que faz tempestade em copo d’água para qualquer coisa.

Hailee Steinfeld brilhou e podemos dizer que o filme foi feito para ela, pensado nela. A garota está no centro do filme todo, como se fosse um completo monólogo de sua vida e ela não deixa a desejar em nenhum momento.

Suas expressões, seu figurino e seu carisma ajudam muito e ela mereceu sim, sua indicação ao Globo de Ouro. Seria um grande desafio para uma atriz, pegar toda essa carga de Nadine e ter de fazer o público se identificar, pois ela consegue. E como falei, o filme foge do convencional, logo qualquer adolescente que estiver assistindo vai se identificar com alguma situação.

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A produção e estética do filme lembra muito Easy A (A Mentira – 2010), que segue uma linha muito parecida, trazendo um drama com muita ironia englobada. E uma curiosidade, o filme de 2010 trouxe Emma Stone como principal e deu para ela, o estrelato e uma indicação ao Globo de Ouro. Hailee caminha na mesma estrada de Emma, nesse quesito.

O filme acima de tudo, consegue trazer reflexão sobre relações interpessoais, mesmo sendo previsível, ele vale a pena.

Lembrando que “Quase 18” entra em cartaz aqui no Brasil em 6 de abril.

 

A crítica reflete a visão do escritor em si, não tendo total relação com toda a equipe do portal.

Emma Stone

Crítica | “La La Land” – Por que todos estão falando tanto do musical favorito ao Oscar?

Nesse início de 2017 não tem se falado em outra coisa ligada a cinema, se não “La La Land”. Regado de prêmios, indicações, elogios e repercussão, o Teen Stars não poderia deixar de falar do filme do momento.

A premissa do filme já é de se apaixonar. Uma garota aspirante a atriz e um rapaz que quer salvar o jazz, vivendo um romance peculiar e em busca dos sonhos numa linda Los Angeles (na verdade, não tão real Los Angeles), tudo isso em forma de musical.

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Musical sempre foi um assunto complexo no cinema. Da mesma forma que nos remete a nomes clássicos como “Grease”, “Chicago”, “Mamma Mia”, “Moulin Rouge” ou “High School Musical”, também nos lembra aquela parte de pessoas com suas famigeradas frases: “não tem nada a ver, um filme onde todo mundo começa a cantar do nada”.

Tendo em vista a atual situação do cinema, os dois últimos musicais apostados por grandes estúdios, “Os Miseráveis” (2012) e “Into the Woods” (2014), apesar do grande elenco, quase passaram despercebidos pelo público. Estava difícil imaginar que um filme musical marcaria a década de 2010, colocando seu nome entre os clássicos citados lá no início, porém “La La Land” já conseguiu esse feito.

Se formos estudar um pouco da história do cinema, veremos uma febre de musicais criados logo quando o cinema ganhou voz nos anos 30. Cantar no filme, era uma forma de aproveitar a nova tecnologia.

Mas obviamente já se passaram quase 100 anos, como poderia alguém reinventar isso?

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“La La Land” homenageia seus antepassados ao trazer músicas de início apostando em coral, aquelas letras indicando as estações no centro da tela, as clássicas danças e ao mesmo tempo inova em pequenas ações.

Vimos um filme que aposta muito mais no instrumental do que na música por voz em si, mesmo que no meio do caminho ele esqueça que é um musical. Único problema visto foi esse, esperávamos mais das clássicas cenas cantadas e dançadas, como as do início. Fico pensando se ouve um medo de exagerar nelas e ter uma rejeição do público por “cantar e dançar demais”.

Outra inovação vem da cena final, onde Mia entra no bar de Sebastian, nesse momento o filme explica o sentido das cenas musicais. E para os mais desatentos, o sentido das cenas musicais era expressar pelas performances, o que se encontra na cabeça dos personagens.

Uma morte horrível para aquele que diz “que não tem sentido em cantar do nada”.

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Grande favorito do Oscar (ou seja, da academia e da crítica) e ainda sim, super querido pelo público, não é um feito fácil para um filme.

Alguns dizem que ele está no Oscar apenas por falar de Los Angeles, de cinema, de arte, falar do que é Hollywood. Pode até ser, mas o filme vai além disso. É um dos filmes mais bonitos de se ver, a fotografia que aposta em muitas cores, ainda com um tom néon muito chamativo, porém básico.

A câmera é utilizada de uma forma diferente, ela acompanha os movimentos físicos dos personagens de perto, tudo em plano sequência. Mas o ponto alto do uso desse plano com câmera, foram nas músicas, destacando aquela cena do garoto pulando na piscina, presente no trailer, ficou sensacional.

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A química de Ryan Gosling e Emma Stone é mágica. Ryan funciona com um ótimo alívio cômico, mas vale ressaltar que Emma reina no filme. O longa já dá um maior foco nela desde o início e podemos dizer que “La La Land” será o grande filme da carreira da jovem.

Emma será uma atriz mais grandiosa ainda e dona de muita admiração, escreve aí. (Destaque para a cena do teste onde ela canta com a câmera focada em seu rosto, não é para qualquer atriz não).

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Por fim, depois que saí da sala de cinema, queria cantar e dançar pelos corredores do shopping, de tão em êxtase que estava. Se você ainda não viu, corre que está em cartaz no Brasil e agora só nos resta esperarmos o Oscar, que com certeza terá cobertura pelo Teen Stars.

– Essa crítica reflete a visão do escritor, não tendo relação com toda a equipe do site.

Christian Figueiredo #Cinema #Cobertura

Crítica | Eu Fico Loko – Uma comédia teen para se identificar

“Ninguém chega a lugar nenhum, se não for meio louco de vez em quando”

Essa é com certeza a frase mais marcante do filme que tem como missão contar os caminhos da adolescência de Christian Figueiredo e o sucesso que ele conquistou através do Youtube.

E logo que adentramos no primeiro ato, vemos que não é necessariamente um filme auto-biográfico de um youtuber (apesar de ser), ele foca em dialogar de uma formal leve e simples sobre juventude. Toda essa parte que constrói as situações de adolescente do Christian é muito boa, desde atuações legais a um show de identificação por parte de quem assiste.

A forma na qual eles falam de bebida, sexo e outros temas comuns, fazem qualquer adolescente na cadeira do cinema lembrar de algo que já passou, ou seja, o filme acerta em de alguma forma estar próximo da realidade.

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É um filme teen, talvez o filme mais teen e verdadeiro com os sentimentos de adolescentes do que qualquer outro do gênero no país. Vamos combinar, quem não se identifica ou conheceu alguém como Ian ou Gabi (destaque para Giovanna Gringio, como uma das personagens mais interessantes).

O filme também acerta no desfecho de ambos os romances de Christian. Tanto Gabi como Alyce foram completos desastres, e quer melhor representação de adolescência do que em romances desastrosos?

Já na cena final, somos apresentados a um momento que se contradiz a história apresentada e acaba construindo uma mensagem de que Christian só conseguiu o que ele queria (Alyce) por conta da fama, ignorando o fato de que essa menina que agora aceita sair com ele, no passado, não acreditou no mesmo e chamou a fonte de seu sucesso de “mico”.

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A quebra de quarta parede, onde o youtuber aparece com uma câmera invadindo a cena e mostrando “que não foi bem aquilo que aconteceu KKK”, é muito bem usada. Inclusive acho que as aparições do verdadeiro Christian deveriam ser mais completas nesses momentos, assim tirando ele da cena final (Eu sei que já falei que essa cena não deveria estar ali, é que não deveria mesmo).

É um filme destinado a qualquer pessoa que estiver interessada em uma comédia romântica teen, não necessariamente se importando pelo youtuber em si. O roteiro não é extremamente engraçado, mas empolga e me deixou com vontade de ver mais das situações desse Christian, que brilhou sendo interpretado por Filipe Bragança. A trilha-sonora que usa e abusa de Clarice Falcão e do hit “Hear me now”, funciona bem. Inclusive essa música não sai da minha cabeça.

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O meu maior destaque fica pela avó interpretada por Suely Franco, que grande atriz e que personagem marcante. Qualquer um se identificou com alguma parente da família que apronta essas coisas e não tem papas na língua para a realidade.

Bom, um Christian que nos convence, uma avó sensacional, uma Gabi e sua família com as melhores cenas do filme (Ceará é muito engraçado). Eu Fico Loko vale a pena curtir e sair de lá, assim como eu, com o sentimento de leveza que o filme traz.

E lembrando que a gente aqui do Teen Stars, fez uma entrevista com o Christian Figueiredo e o Filipe Bragança, vamos dar uma olhada e aproveitar para assinar nosso canal:

 

A crítica reflete a visão do escritor em si, não tendo total relação com toda a equipe do portal.

Cinema #Destaque

Crítica: Assassin’s Creed

Assassin’s Creed uma grande e conhecida franquia de jogos de vídeo game, ganha vida no cinema. No filme conhecemos a história de Callum Lynch, um homem que foi condenado a morte e após supostamente ter sido declarado morto, ele é levado para um lugar chamado Fundação Abstergo, onde descobre que é descendente de uma sociedade secreta os chamados “Assassinos”, e por meio de uma tecnologia ultra moderna chamada Animus, ele acaba descobrindo ser o ancestral de Aguilar, um Assassino espanhol no século XV.

O objetivo dessa Fundação e encontrar a Maçã do Eden, que nada mais é do que uma relíquia antiga que contém o segredo do livre arbítrio da humanidade. E como Aguilar o ancestral de Callum, foi o último a ter conhecimento de onde esse artefato se encontrava, eles usam o Animus para tentar descobrir onde ele se encontra no ano em questão, 2016.

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Particularmente achei o filme um pouco confuso. Claro que vale ressaltar que nunca tive contato ou conhecimento com a franquia do jogo do qual o filme é baseado, mas apesar de ser uma adaptação, e não totalmente semelhante pelo que pesquisei, não consegui identificar bem o propósito do filme. Em muitas cenas fiquei confusa e com dificuldades para entender o enredo da história.

Mas uma coisa é clara, o filme tem ótimos feitos especiais. As cenas de ação, foram de tirar o fôlego, a interação do personagem principal com a máquina que vê o passado de seu ancestral, é muito realista, e as cenas de queda livre, os pulos de prédios em prédios e muito realista e de arrepiar.

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O que também ganhou pontos positivos foram os temos abordados como a violência, e o livre arbítrio. Ambos os temas são abordados durante todo o decorrer da história, e os questionamentos e respostas abordados nele me agradou bastante.

O filme em si pode ser considero bom. Em questão de efeitos especiais, ação, e cenas eletrizantes, o filme é nota 10, e por conta disso, vale a pena assistir, mas se o seu intuito é conhecer a fundo a história, entender o tema do filme, recomendo que leia antes sobre o que se trata a franquia do jogo Assassin’s Creed. Talvez com um conhecimento maior, ou até aderindo a se aventurar jogando, a impressão do filme seja mais positiva do qual eu tive.

“Assassin’s Creed” chega aos cinemas dia 12 de janeiro 2017.