Review | “Shadowhunters” – O que o início da season 2 nos apresentou?

Com uma saga literária forte e cheia de fãs, porém uma adaptação cinematográfica sem grande bilheteria (mesmo com a Lily Collins incrível como protagonista), uma chance dada pela ABC para a produção da série pela Freeform (antiga ABC Family) foi a notícia que bastou para as diversas expectativas em cima de Shadowhunters.

Uma temporada já foi ao ar e é necessário lembrar que apesar da história conseguir nos prender, alguns percalços de roteiro e uma produção não muito bem cuidada era evidente, as vezes nos dava vontade de ir lá ajudar o pessoal com o chroma key.

Mas era preciso dar uma chance, de início nenhuma série ganha grandes investimentos, ela precisa se mostrar com o pouco. Isso aconteceu com Teen Wolf ou The Vampire Diares, os principais dramas teen sobrenaturais, pois se formos comparar a produção do início dessas séries com o que foi mostrado temporadas depois por ambas, existe um investimento que cresceu ali.

Shadowhunters provou a que veio, conquistou audiência e mais que isso, conquistou muitos fãs, como vimos na vinda do elenco na Comic Con Experience 2016. E com essa estreia da season 2, ela vem provando que não é só a série com o elenco mais bonito da atualidade HAHA.

Fomos apresentados a um primeiro episódio morno, veio como uma continuação do final da temporada anterior, porém que já mostrava evolução nos cenários e nas cenas de luta, agora assistimos uma série mais bem preparada, fazendo a gente esquecer de alguns detalhes meio Power Rangers de seu início.

Vimos uma cena final que tinha que nos deixar ansiosos pela semana que viria, esse é o principal objetivo de uma season premiere. Porém a motivação de Jace em matar a vampira não estava clara, a aparição da mãe de Clary não estava clara e Jace ter levado Valentim de volta para dentro do portal, não foi uma atitude clara.

Mas com o segundo episódio, percebemos que foi uma cena mal pensada para dar motivos aos acontecimentos que viriam.

E QUE SEGUNDO EPISÓDIO, basicamente tudo o que seria bom para o roteiro crescer, se apresentou nesse capítulo.

Ponto 1. A série tem como destaque seus coadjuvantes, Simon, Alec, Izzy e Magnus, além de serem os melhores atores do elenco, são os personagens mais interessantes e é necessário desenvolver algo importante com eles, mesmo que isso seja fora da missão foco da temporada.

A quase parceria de Simon e Magnus deu certo. A missão de Simon em encontrar Camille foi uma ótima ideia para os próximos episódios, pois mostrar Simon nessa trajetória e ao mesmo tempo se encontrando em meio a seus poderes será divertidíssimo, Alberto Rosende tem nos entregado ótimas cenas.

Ponto 2. Claramente para a série receber mais repercussão, é necessário criar relações fortes dentro do enredo. Já vimos que química entre Dominic e Katherine como o casal principal não empolgou. Mas um ponto ótimo do episódio foi o momento que Izzy senta no quarto de Clary para consola-la, assim como a cena do falso treino das duas, espero que a série invista forte nessa amizade e nos presenteie com momentos marcantes das duas se protegendo em lutas.

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Ponto 3. Izzy LACROU com a melhor cena do episódio sendo o momento que ela derruba o lutador monstrão. Chega de mostrar Izzy como uma garota que usa apenas a sensualidade para conseguir o que quer, pois além de forte, ela é muito inteligente e tem potencial para acrescentar demais nas missões.

Ponto 4. Deixar de lado aquela coisa meio Power Rangers, como citei acima e apostar em uma fotografia mais acinzentada foi uma grande ideia. Até mesmo a abertura está muito boa entrando nessa onda de se apresentar um pouco mais dark.

Ponto 5. Alec é um personagem chato, mas é aquele chato que a gente ama ouvir as chatices, principalmente quando ele não liga para o que acontecerá de mal com ele, se for para salvar o amigo, ele irá fazer.

E para os assim como eu, Malec shippers, depois de ver a vibe de Alec em questão da situação de Jace e sua conversa no final do primeiro ep com Magnos. É bom ficar alerta, por que a série não está dando espaço no momento para romance entre os dois. O que é bom, já que quando Jace voltar (uma previsão), essa ligação parabatai vai nos garantir muitos dramas para vida amorosa dos dois e para nossa vida de shipper, claro.

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Ponto 6. Quando Clary foi para o navio e tudo ficou sem sentido algum, já esperava cenas que quebrassem toda onda forte do episódio. Mas a ideia de Dot estar viva, nas mãos do Valentim e enfeitiçando a ruiva, foi muito bem bolado.

Eu esperava por mais episódios mostrando a relação de Clary e Dot no navio, porém o roteiro se adiantou e logo fez Dot ajuda-los a fugir.

Um medo. Saímos em êxtase de um episódio com muitos acontecimentos, a série não pode quebrar essa onda agora e estacionar o ritmo.

O que esperamos a partir daqui é que a série siga sem medo de fazer o sangue jorrar, sendo mais madura e que Katherine continue como está atualmente, ou seja, se encontrando em sua personagem. Afinal ela é a protagonista e chega de protagonistas chatinhas nas séries.

Agora vocês também podem nos dizer o que acharam do episódio, é só comentar aí embaixo.

Guilherme Silva

Louco por cultura pop desde que se entende por gente e um coração dividido entre Cinema e Séries. 🎬 Filmes teens dos anos 90, Teen Wolf, Game of Thrones e Selena Gomez são uma combinação perfeita 💜 Me segue no Twitter que eu falo umas coisas super úteis (ou não)

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